21/03/2004 21:38
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas? Se enrosca... Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meu pedaço de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
enviada por Frodo Bolseiro
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S�o os primeiros cantos de um pobre poeta.
Desculpa-os. As primeiras vozes do sabi� n�o
t�m a do�ura dos seus c�nticos de amor.
� uma lira, mas sem cordas: uma primavera,
mas sem flores, uma coroa de folhas, mas sem vi�o.
Cantos espont�neos do cora��o, vibra��es doridas
da lira interna que agitava um sonho, notas
que o vento levou.
S�o p�ginas despeda�adas de um livro n�o lido...
(�lvares de Azevedo)
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